Esteroides Androgênicos Anabólicos


Os esteroides anabólicos androgênicos ou EAA são hormônios sintéticos similares a testosterona que possuem propriedades anabólicas, pois aumentam a massa muscular, e androgênicas: engrossam a voz, aumentam o crescimento de pelos e desenvolvem outras características sexuais masculinas.

Como são Utilizados os Esteroides Androgênicos Anabólicos

Em relação à forma de uso, os esteroides anabólicos androgênicos são administrados em “ciclos” que duram de 4 a 12 semanas, frequentemente envolvendo várias drogas simultaneamente (“empilhadas”) ou doses que são gradualmente aumentadas e a seguir diminuídas (pirâmide), administradas por via oral e via intramuscular associadamente, com períodos de abstinência que variam entre um mês e um ano.

As doses usadas costumam ser 10 a 100 vezes maiores que as doses habitualmente recomendadas em tratamentos e estudos médicos.

As principais drogas usadas são:

  • Metandienona (Dianabol);
  • Cipionato de testosterona (Sustanon e outros);
  • Decanoato de nandrolona (Deca-durabolin, Durabolin);
  • Oxandrolona (Anavar);
  • Enantato de metenolona (Primobolan);
  • Estanozolol (Winstrol);
  • Undecilenato de boldenona (Equipoise).

O undecilenato de boldenona é uma droga de preparação veterinária, o que denota a falta de limites dos usuários. Na tentativa de evitar os efeitos colaterais e de aumentar a ação das drogas, são usados:

  • Diuréticos;
  • Outros hormônios (dehidroepiandrosterona, eritropoietina, GH (hormônio de crescimento humano), insulina, tiroxina e tri-iodotironina);
  • Estimulantes do hormônio de crescimento;
  • Estimulantes da testosterona (clomifeno, ciclofenil e gonadotrofina coriônica humana).

Na Internet encontramos “sites” de estímulo ao uso de EAA, com recomendação de dosagens e “dicas” de como conseguir as drogas. Sabe-se também que os EAA são prescritos e vendidos nas próprias academias, sem qualquer critério e controle.

Efeitos Colaterais dos Esteroides Anabólicos Androgênicos

Os esteroides anabolizantes podem causar os seguintes efeitos colaterais em homens e mulheres:

  • Pele oleosa, acne e seborreia;
  • Estrias;
  • Crescimento excessivo de pelos e queda de cabelo;
  • Retenção de líquido e inchaço;
  • Hipogonadismo hipogonadotrófico (doença em que as glândulas sexuais deixam de produzir adequadamente os hormônios e as células sexuais) que causa alterações na libido e infertilidade temporária;
  • Alterações de humor: irritação, comportamento agressivo, impulsivo e imprudente, hipomania (distúrbio do humor que torna o paciente mais disposto e alegre); euforia seguida de depressão, ansiedade, disforia (desânimo, depressão), delírios, psicose e suicídio;
  • Aumento do “colesterol ruim” e diminuição do “colesterol bom”, aterosclerose (depósitos de gordura nas artérias) e hipertensão arterial;
  • Doenças do coração, como aumento do órgão, batimentos cardíacos desregulados e infarto;
  • Trombose e morte súbita;
  • Aumento da massa muscular, tensão muscular, ruptura do tendão e rabdomiólise (doença em que os rins são afetados pela quebra rápida do músculo esquelético);
  • Efeitos tóxicos e doenças no fígado, especialmente/exclusivamente com esteroides 17α-alquilados;
  • Doenças nos rins, como a insuficiência renal aguda, aumento do tamanho dos rins e câncer.

É bom lembrar que durante o uso de esteróides anabólicos androgênicos ocorre uma tendência de aumento da libido, ou seja, o usuário fica com mais vontade de manter relações sexuais. Mas, ao cessar o uso, com a queda dos níveis de testosterona, um efeito reverso é comum.

Em homens:

  • Ereções espontâneas, ereção noturna e disfunção erétil;
  • Ginecomastia (em homens que usam esteroides anabolizantes aromatizáveis, isto é, que provocam o desenvolvimento de características femininas);
  • Diminuição da secreção de esperma (oligospermia) e ausência total de espermatozoides no esperma (azoospermia);
  • Atrofia (diminuição) dos testículos;
  • Leiomiossarcoma intratesticular (um tipo de tumor nos testículos);
  • Hipertrofia (aumento) da próstata e câncer de próstata.

Em mulheres:

  • Virilização (desenvolvimento de características masculinas);
  • Hirsutismo (crescimento de pelos em locais que normalmente são comuns em homens);
  • Distúrbios na menstruação: anovulação (ausência de ovulação), oligomenorreia (menstruação escassa e em intervalos maiores), amenorreia (ausência de menstruação), dismenorreia (cólicas menstruais);
  • Aumento do clitóris, diminuição dos seios e do útero;
  • Teratogenicidade (efeitos tóxicos e malformação em fetos femininos).

Em crianças e adolescentes:

  • Fechamento prematuro das epífises (quando os ossos são definitivamente consolidados enquanto a criança/adolescente ainda está em fase de crescimento, o que provoca baixa estatura);
  • Puberdade adiantada em meninos e atrasada em meninas (o desenvolvimento das características sexuais).