O que é GH Hormônio do Crescimento


O hormônio do crescimento (GH) é o hormônio responsável pela promoção do crescimento e desenvolvimento corporal em homens e mulheres. O GH sintético é utilizado como esteroide anabolizante tanto para ganho de massa muscular tanto para queima de gordura e também ajuda a diminuir o tempo que o músculo precisa para se recuperar, dentre outros efeitos que promove, como:

  • Aceleração do metabolismo;
  • Mais força e energia;
  • Aumento da produção de colágeno, que fortalece ligamentos e tendões;
  • Redução do processo de envelhecimento corporal.

O GH é tomado em ciclos com outros anabolizantes e também insulina e glucagon. Seu preço costuma variar muito de acordo com a marca, como os seguintes tipos:

  • Hormotrop – R$ 63 a R$ 190;
  • Genotropin: R$ 679 a R$ 1.000;
  • Saizen: R$ 992 a R$ 1.481.



Ciclo de GH – Como Tomar


A administração do GH pode ser crescente de 5-8ui/dia durante 3 meses e meio ou 2UI de GH pela manhã e 2 UI à noite, depois de treinar.

Muitos atletas utilizam estas dosagens por meses, chegando, em alguns relatos, a ciclos de 1 ano sem pausas! Já outros com doses menores (2UI/dia), mas também com longos prazos para ver o antes e depois, entre 2 a 6 meses.

Normalmente alguns atletas utilizam, juntamente com as doses de GH, 6 UI de Humulin- R (esta é uma insulina relativamente rápida, com meia-vida de 4-6 horas) às seis da manhã e 4 UI oito horas mais tarde ou depois do treinamento.

Estes atletas se asseguram de ingerir 60 g de carboidratos no café da manhã e 40 g com a segunda injeção de insulina. Eles alegam que isto parece resolver o problema de resistência a insulina e, portanto, de permitir a iniciar o anabolismo.

Prevendo qualquer problema a respeito da glicemia, estes atletas costumam carregar sempre algumas ampolas de glucagon (hormônio contrário a insulina) de modo que, se verificam algum problema, possam manter a glicemia sobre controle antes de acontecer o pior.

O GH é também administrado com esteroides anabólicos altamente androgênicos, como Hemogenin, Halotestin, Deposteron e outros.

O hormônio de crescimento GH não deve ser utilizado sem a orientação médica. 

Riscos e Efeitos do Uso Indiscriminado do GH

A terapia com GH em doses elevadas pode acarretar, de forma dose-dependente, resistência à insulina e pode desencadear também diabetes mellitus tipo 2 em pacientes predispostos, além de acromegalia e aparecimento de traços acromegaloides.

A acromegalia pode ser definida como um crescimento desproporcional em diversas vísceras, tecidos moles, órgãos internos e alguns ossos membranosos como os das mãos, pés, nariz e mandíbula.

Além disso, em alguns indivíduos o GH diminui os níveis do hormônio T3 (ativo) enquanto aumenta a tireoide inativa T4. Quando os valores de T3 são baixos o ritmo da síntese proteica pode diminuir, o que consequentemente pode diminuir também o anabolismo muscular (o ganho de músculos).

Nesse sentido, é importante manter alto a atividade da glândula tireoide. Para evitar este efeito indesejável do GH alguns atletas usam também o CYTOMEL (triyodotironina de sódio fabricado sinteticamente que se assemelha ao tricodide-thyronine do hormônio tireoide natural (L-T3).

Administração do GH em Pacientes com Deficiência

Adultos com deficiência de GH podem apresentar aumento da gordura corporal e uma redução de massa magra em relação a adultos normais. Diante disso pode haver importantes consequências no metabolismo lipídico, levando a um aumento do risco de doença cardiovascular.

Geralmente o GH é utilizado em idosos, indivíduos com HIV-positivo e jovens com deficiência do hormônio.

É recomendado para quem têm deficiência de GH a utilização de Somatropina 0,025–0,035 mg/kg/dia administrados via subcutânea à noite 6–7 vezes/semana. Existem apresentações comerciais com volumes de diluente diferentes para a mesma dose de hormônio, o que deverá ser observado quando da prescrição e orientação ao paciente.

Ação do GH no Organismo

A secreção do GH é mediada por dois fatores: hormônio de liberação do hormônio do crescimento (GHRH) e o hormônio do crescimento (somatostatina). Os estímulos para a produção de GH são a diminuição da glicose ou dos ácidos graxos livres, aumento da arginina em jejum, IV estágio do sono, exercício físico, estresse, entre outros.

A principal ação do GH sobre o crescimento pode ser considerada indireta, já que o hormônio age diretamente sobre as células do fígado, onde se liga ao seu receptor e induz uma série de eventos que acabam por resultar, entre outros, na produção do fator de crescimento semelhante à insulina IGF-1 (ou somatomedina C).

IGFs são fatores de crescimento com estrutura molecular homóloga à da insulina, encontrados na forma de IGF-1 e IGF-2, sendo sintetizados pelo fígado e pela maioria das células orgânicas, em resposta à ativação promovida pelo GH ou de forma GH-independente. Os IGFs influenciam no crescimento, diferenciação e metabolismo celulares e encontram-se ligados a proteínas carreadoras denominadas IGFBPs (IGFBPs 1,2,3,4,5 e 6).


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