Musculação x localizada

Musculação Feminina


 

Na hora de entrar em forma, as mulheres não poupam esforços nas salas das academias. Não há ferro que as assuste e não há peso que as desanime. Nessa busca suada pelo corpo perfeito, surge a dúvida cruel: vale mais investir na musculação ou se concentrar na localizada? Qual será o melhor exercício para elas?

Apesar de muito diferentes, os dois exercícios proporcionam resultados surpreendentes no corpo. “Tanto a musculação quanto a ginástica localizada permitem um gasto energético de aproximadamente 300 calorias por hora”.O ideal, é claro, seria conciliar os dois. Mas, como geralmente falta tempo – e a preguiça não permite – a escolha deve ser feita de acordo com seus objetivos. Para facilitar a decisão, e evitar o abandono precoce da academia, colocamos na balança os prós e contras das duas atividades.

Pegando pesado

Modalidade até pouco tempo restrita à ala masculina, a musculação ganha novas adeptas a cada dia. “Aquela idéia de que quem faz musculação fica com músculos exagerados é errada. Por mais que malhe, a mulher não tem testosterona suficiente para ficar com um corpo masculinizado. Isto nunca vai acontecer, a não ser que ela tome hormônios”.

Os exercícios são elaborados para serem feitos individualmente, então, são mais específicos e seguros. Isto possibilita que mulheres de mais de 60 anos façam musculação, o que dificilmente se vê nas aulas de localizada.

Desfeito o equívoco, não demorou para que as salas lotassem e a prática da musculação fosse, inclusive, indicada pelos médicos. Está comprovado que ela ajuda a combater a osteoporose, melhora a força física da mulher e sua auto-estima. “Hoje, as mulheres são donas de casa, profissionais e mães. É preciso ter um corpo forte para agüentar o dia-a-dia. E a musculação colabora com isso.

As mulheres têm uma preocupação enorme com os membros inferiores, usam muito as cadeiras extensoras e flexoras, e as abdutoras e adutoras.

Os exercícios são elaborados para serem feitos individualmente, então, são mais específicos e seguros. Isto possibilita que mulheres de mais de 60 anos façam musculação, o que dificilmente se vê nas aulas de localizada.

Apesar de tantas vantagens, não é qualquer pessoa que se adapta à prática. Para conquistar um corpo definido, é preciso comprometimento e disposição. “Diferentemente da ginástica localizada, na musculação a aluna não conta com um grupo. O que pode desmotivar. Para evitar o problema, é fundamental modificar as séries, de preferência a cada dois meses. Além disso, nossos músculos se adaptam ao esforço. Mudando o estímulo com novos exercícios, o corpo responde melhor.

Qual será a modalidade que traz mais benefícios para as mulheres?

Se você morre de preguiça de ir à academia, acha a esteira um saco, e está prestes a desistir dessa vida de malhação, as aulas de localizada podem resolver o problema. O professor Alessandro Sampaio, da Rio Sport Center, explica o motivo. “A ginástica localizada é uma aula coletiva. Ganha pela motivação. Tem música alta, outras alunas incentivando, um professor motivando e até gritando”, para as preguiçosas, um prato cheio de entusiasmo.

“Como se trabalha com uma pequena carga, as aulas tendem a resultar em um trabalho de resistência muscular localizada”

Além de animada, ela pode fazer muito pelo seu corpo. “Quando a ginástica localizada chegou ao Brasil, era chamada de aeróbica. Mas a definição é errada, ela é totalmente anaeróbica. O exercício não provoca nenhum ganho cardio-pulmonar”

Como se trabalha com uma pequena carga, as aulas tendem a resultar em um trabalho de resistência muscular localizada”.

Disputada pelas mulheres, que chegam a se espremer nas salas, a aula de localizada trabalha o sonho de consumo de todas nós – um bumbum durinho e uma barriga sequinha.

Assim como a musculação, a localizada também tem suas limitações e contra-indicações. Apesar de toda a empolgação da turma, prepare-se para encarar diariamente o colchonete. “Você pode colocar uma caneleira, apelar para um step, mas fica só nisso.

Um alerta para outro fator

“A aula em grupo, apesar de motivadora, dificulta a prescrição individualizada. Por isso é fundamental passar por uma criteriosa avaliação física. Lesões nos joelhos, ombros e colunas são as mais preocupantes”, adverte.


 
 

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