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A cada ano que passa, aumenta o interesse pelos campeonatos para a escolha do atleta de físico mais musculoso e mais harmoniosamente desenvolvido, a eles concorrendo a nata da juventude halterofilista, uma vez que os praticantes de outros esportes, que a princípio se apresentavam, foram completamente suplantados pelos seus adversários desenvolvidos por meio de pesos.

Desde há muitos anos que tais concursos eram realizados, sem entretanto terem caráter nacional nem regular, não sendo fiscalizados por qualquer entidade esportiva oficial ou submetidos a regulamentos uniformes. Muitas vezes, era uma revista que os promovia, apenas por meio de fotografias enviadas, servindo depois para base de apreciação e classificação, como Charles Atlas ou Ângelo Siciliano.

Este, ganhou um concurso regional em 1916, promovido pela revista Physical culture em Nova York, sendo sua fotografia premiada em primeiro lugar.

A partir de 1935, quando na França se realizou o primeiro campeonato “Apolo” (cujo vencedor foi Marcel Rouet), estas provas se popularizaram, tornando-se as favoritas de um número considerável de aficionados e movimentando apreciáveis somas em dinheiro, sobretudo em relação à indústria hoteleira e ao turismo. Naturalmente, disto se beneficiou o nosso esporte, pois o prestígio dos atletas que concorriam, numa parada esplêndida de força e de saúde, bem mostrando a superioridade dos exercícios que os haviam moldado, conquistou para ele o favor do grande público.

O Culturismo teve um declínio na Europa após o fim da II Guerra Mundial e seu ressurgimento com força total nos Estados Unidos, onde foram instituídos muitos em todos os níveis, com polpudos prêmios em dinheiro aos vencedores e a possibilidade de projeção imediata ao mundo dos “ricos e famosos” através das revistas, rádio e cinema, a mídia de então.

Depois de apresentar os nomes internacionais e os brasileiros em maior evidência na época, a revista informa que se realizaram, em combinação com o Campeonato Mundial de Levantamento de Pesos de 1947 na Filadélfia e durante as Olimpíadas de 1948, em Londres, campeonatos para a escolha do físico mais perfeito, vencidos, respectivamente, por Steve Stanko e John Karl Grimek.

A propósito, é interessante fazer-se notar que os campeonatos de melhor físico foram introduzidos nos Estados Unidos em 1939, com a finalidade de servirem de complemento aos campeonatos de levantamento de pesos, dando-lhes um novo interesse e servindo de pausa entre as provas que se prolongavam. Aos poucos, a voga dos torneios para a escolha do atleta mais perfeito foi se avolumando de tal forma, que eles suplantaram os torneios de levantamento de pesos, oferecendo-lhes tão forte concorrência no favor público e nas preferências dos halterofilistas, que hoje são vistos com prevenção imerecida pelos levantadores pouco esclarecidos.

Dizendo que não há razão para recear o desaquecimento do levantadores em função dos modeladores, “São duas modalidades de um mesmo esporte”, cada uma com as suas possibilidades, dividindo igualmente as preferências dos assistentes e perfeitamente capazes de viverem harmoniosamente em comum, pois não é raro verem-se halterofilistas destacando-se simultaneamente em ambos os ramos, e cita, entre outros, John Terlazzo, John Grimek, e os brasileiros Cláudio Flãvio de Magalhães, João Baptista, J. Cássio Fernandes, Justino Rocha Viana, Pantaleão Rinaldo e Cid Pacheco.

CONCEITOS: JULGAMENTO
Uma competição culturista acontece em etapas, sendo elas:

  • Etapa 1 – quarto de volta ou round da simetria
  • Etapa 2 – rotina coreográfica ou o round de poses livres
  • Etapa 3 – Poses compulsórias ou o round de confrontos com poses
  • Etapa 4 – Posedown

Nenhuma destas etapas pontua separadamente em competições amadoras. As quatro etapas fazem parte de um todo. No culturismo profissional cada etapa pontua separadamente.

Na primeira etapa os árbitros avaliam o físico dos atletas sem posar. Os competidores realizam o quarto de volta. Os árbitros observam o desenvolvimento muscular quanto ao volume, definição e proporção muscular, observando a parte superior comparando com a inferior, lado direito com o esquerdo.

Na segunda etapa o atleta deve buscar realizar suas melhores poses para criar uma boa impressão para os árbitros. Não esquecendo que é norma e que a rotina de poses deve conter as sete poses de confronto. O competidor deve direcionar à rotina de poses para o corpo de arbitragem.

Neste momento os árbitros já têm uma idéia dos melhores, mas colocações ainda não estão decididas.

Na terceira etapa os competidores são chamados para realizar as poses compulsórias que são em número de 7 para homens e 5 para mulheres.

Muitas vezes fica evidente que alguns atletas descuidam-se ou negligenciam o aprendizado e prática das poses compulsórias. Aqui se finaliza a competição, pois ao final desta etapa os árbitros tem que estar com as classificações finais prontas, no Posedown (etapa 4) não é avaliada, é um momento para que os mesários possam recolher as súmulas e somar os resultados.

Prof. Fábio Gianolla Nabba.com.br